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   Maranhão

17 de agosto de 2018, 11:30 - Por Assessoria de Comunicação

Irinéia de Souza: entusiasmo para continuar aprendendo e vitalidade para permanecer ensinando

Perto de completar 07 décadas de vida, Irineia do Socorro Moreira de Souza é pura disposição. Mãe de 02 filhos e avó de 04 netos, aposentadoria é uma palavra que não faz parte da sua vida. Aos 69 anos ela continua atuando no salão de beleza que leva seu nome e é uma aluna assídua nos cursos do Senac. Uma das 09 filhas do Raimundo Moreira e da Maria dos Anjos Pereira, ela se destaca pela simpatia e vasta experiência profissional na área da beleza. Confira um pouco mais da trajetória dessa talentosa senhora.

 

 

 

 

 

Como iniciou a sua trajetória no segmento de salões de beleza?

Sempre fui chegada à beleza. Era vaidosa e tinha vontade de trabalhar com esse segmento. Aqui em São Luís existiam vários salões como o Ruth, Vênus, Imperial e eu olhava esses salões quando tinha 18 anos e já sentia vontade de trabalhar neles.

E nessa época, como a senhora fez para se capacitar?

Eu tinha uma vizinha que era amiga de uma moça que trabalhava em um salão e aos domingos, quando ela ia arrumar o cabelo no salão, eu acompanhava. Como minha vizinha sabia do meu interesse, falou para a Maria José que eu tinha vontade de aprender a fazer cabelo, unha e todas essas atividades que tem no salão e ela se dispôs a me ensinar. Ia todo dia cedinho para lá e ajudava em tudo que podia. Depois de um tempo, saiu um anúncio no jornal com uma vaga para manicure em um salão no Centro e a Maria José disse que eu já podia me candidatar porque já tinha condições de passar e assim eu fiz e fui selecionada para a vaga. Lá eu fiquei 07 anos.

Quando foi seu primeiro contato com o Senac?

Ah! Quando o Senac inaugurou eu já estava lá. Fui uma das primeiras alunas. Nessa época eu já tinha meu salão e era próximo ao Senac, então fiz muitos cursos nessa época. 

Qual foi o primeiro curso que a senhora fez no Senac?

O primeiro foi de corte. Depois fiz aperfeiçoamento de escova, maquiagem… Vinham muitos profissionais de fora para dar o curso aqui. Depois eu comecei a viajar também para fazer cursos em outros estados. Mas sempre fui apaixonada pelo Senac porque foi uma grande ajuda para mim.

O que a senhora percebeu que mudou em relação à sua técnica como profissional depois que fez os cursos no Senac?

Mudou muito porque o Senac ensina realmente a pessoa a trabalhar. Como ela deve se vestir, tratar o cliente, como se cuidar, como manter uma relação transparente com o público e outros aspectos muito importantes no mercado de trabalho.

E é verdade que até hoje a senhora ainda é frequentadora assídua dos cursos no Senac?

Ah! Eu sou fã do Senac. Se eu pudesse eu morava lá!

Qual foi o último curso que a senhora fez?

Colorimetria. Aprendi mais sobre mechas.

E a senhora ainda atua na área?

Quando há necessidade eu atuo. Sei fazer todos os serviços de beleza, mas como tem os outros profissionais do salão, dou prioridade para eles porque sei que precisam ganhar o dinheiro deles.

O que a senhora faz nas horas vagas?

Gosto de mexer com algo relacionado à beleza! Até nas minhas horas vagas os assuntos relacionados à beleza prevalecem.

É a senhora quem cuida do próprio cabelo?

Eu que faço tudo meu: cabelo, maquiagem, unha… E tenho o maior prazer em fazer. Só não faço quando não tenho tempo.

Depois do salão no Centro da cidade, a senhora já veio direto para esse do Turu? O nome já era Irinéia Coiffeur?

De lá eu fui para a Cohab porque tinha 2 filhos e precisava cuidar deles e ficava mais próximo da minha casa. Tive 2 unidades do salão no bairro, um que ficava no retorno da Cohab e outro que funciona como escola. Eu pegava os profissionais iniciantes e os ensinava as técnicas. Mas inicialmente o nome era Irinéia Cabeleireiros, só que com minhas viagens para fora eu percebi que usavam muito o Coiffeur – que significa cabeleireiro em francês – e trouxe isso para São Luís. Fui a primeira pessoa a usar aqui na cidade e depois se proliferou. Várias pessoas utilizam hoje em dia.

Teve algum momento na sua vida que foi decisivo para a escolha da sua profissão? Aconteceu algo específico?

Já trabalhei no comércio e não me dei bem com vendas, trabalhei como funcionária do Estado e não gostei, pedi até demissão… Meu desejo sempre foi trabalhar com beleza! Eu gosto muito de comunicação e de lidar com o público e a beleza me oferece esse espaço.

Mas quando criança, a senhora tinha em mente seguir outra profissão?

Não. Já era super cabeleireira. Já sentia que iria para área da beleza. Brincava com as bonecas e já queria arrumá-las para que elas ficassem mais bonitas que todo mundo.

Falando em beleza, um corte de cabelo, uma coloração diferente… tudo isso pode mudar a aparência e o visual de uma pessoa e, consequentemente, alterar a autoestima dela. A senhora já teve relato de clientes que, após um procedimento feito pela senhora, disseram ter recuperado ou aumentado a autoestima?

Sempre vejo os clientes falarem. Eles ficam felizes em mudar e se sentirem uma nova pessoa.

Sobre lidar com o público: o que um cliente pode esperar de diferencial ao vir no seu salão?

Aqui temos bons profissionais e sempre procuramos aperfeiçoar as técnicas para atender melhor nossos clientes e também estamos sempre atentos às tendências do mercado.

Os profissionais que trabalham no seu salão também já fizeram cursos no Senac?

Quando era eu que estava na gerência do salão, quase todos que contratava já tinham passado pelo Senac e se ainda não tivesse feito nenhum curso lá e tivesse interesse, eu apoiava e incentivava a fazer. 

E como é feita a seleção desses profissionais?

Hoje em dia quem faz é meu filho e minha nora, o Luís Henrique e a Núbia. Atualmente dou mais um suporte para eles, mas não estou ligada nesses aspectos de contratação.

Depois de tanto tempo no mercado, como faz para se reinventar?

Procuro sempre fazer cursos para me manter atualizada porque o mercado está sempre em constantes transformações, ainda mais na área da beleza. Tem muita inovação.

Existe alguma celebridade que a senhora gostaria de poder mudar o visual?

Mulher seria a Alcione. Eu iria escurecer um pouco as mechas, deixando quase no mesmo tom natural do cabelo dela. Depois daria uma repicada nas pontas para dar leveza. Eu a acho muito charmosa.

Já o homem poderia ser o Roberto Carlos. Gosto muito dele! Cortaria o cabelo dele estilo corte social. Ficaria um pouco mais curto e repicado. Pintaria também de um tom castanho escuro ou médio. Como ele é claro, essa cor daria um destaque no rosto dele.

Profissionalmente falando, qual sonho a senhora ainda pretende realizar?

Eu pretendo ser cabeleireira da Globo. Gostaria de focar em transformação. Tanto no visual do cabelo como no do rosto por meio de maquiagem.

A senhora está fazendo algo para realizar esse sonho?

Ainda não. Espero que um dia eles me achem!

E qual dica a senhora dá para quem quer deixar o rosto mais fino com maquiagem?

Fazer um contorno mais escuro nas maçãs do rosto. Disfarça o contorno redondo e ajuda a deixar a face mais fina.

E se for uma pessoa oriental que queira aumentar o tamanho dos olhos?

A pessoa pode maquiar o olho por fora, fazendo um contorno que ajuda a aumentar.

Qual conselho a senhora daria para alguém que vai ingressar agora no mercado de trabalho?

Sempre acompanhar as tendências e fazer cursos para se capacitar.

Qual o profissional que a senhora mais admira e tem como referência?

Aqui em São Luís admiro muito Tarquínio e a Mariazinha, que foi uma grande referência para mim. Do cenário nacional eu gosto do Fernando Alves, de São Paulo, e do Jassa, que cuida do cabelo do Sílvio Santos.

O que na área da beleza a senhora ainda gostaria de aprender?

MegaHair. Eu já fiz alguns cursos de iniciante, mas não pratiquei muito. Acho bonito como um mega pode mudar a fisionomia de uma pessoa.

E dos cursos que a senhora fez, qual foi o que mais gostou?

Gostei de todos! Mas se fosse escolher um, escolheria o último que fiz, o de colorimetria. Como é uma área que tenho muita experiência, eu me identifico muito.

Sobre ter experiência e continuar fazendo cursos, gostaria de saber se em sala a senhora contribui com os instrutores e alunos.

Eu contribuo muito. Sempre estou à disposição.

E como é essa troca com o público mais jovem?

Eu não tive dificuldade em lidar com os colegas de classe mais jovens. Pelo contrário, nós trocamos bastante. Eles sabem muito também. Estão sempre acompanhando tudo pela Internet.

Se a senhora fosse indicar o Senac para alguém, o que diria?

O Senac é muito bem equipado e eu percebo que cada vez mais ele está melhorando em termo de profissionais que contrata e em estrutura que investe, por isso eu diria para ir sem medo que vale muito.

Uma frase para finalizar.

Sempre vencer. Colocar os problemas de lado e as coisas boas na frente.

 

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